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 Pará terá 108 mil estudantes no Enem
DATA: 28/8/2008
FONTE:  O LIBERAL  em  Atualidades / Página 14

VESTIBULAR

Teste é passaporte para entrada numa instituição de ensino superior

O Pará terá 108,9 mil estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano, cuja prova será realizada no próximo domingo. A média obtida no exame servirá para medir a qualidade do ensino para credenciar os alunos ao Prouni e, ainda, selecionar os calouros de algumas instituições de ensino superior. No Pará, a prova será aplicada em 247 pontos localizados em 66 dos 143 municípios. O exame não é obrigatório e pode ser feito pelos estudantes da terceira série do ensino médio ou pessoas que já concluíram essa estapa escolar.

Segundo levantamento do Ministério da Educação (MEC), a região Norte tem o menor índice de adesão. São apenas 300 mil, dentre mais de quatro milhões de inscritos em todo o País. Os Estados do Sudeste lideram em inscrições, com destaque para São Paulo, onde mais de um milhão de pessoas se submeterão ao teste. Em todo o Brasil, foram contabilizados mais de quatro milhões de participantes, número que é considerado recorde pelo MEC. Quando foi implantado, em 1998, o exame teve 115,6 mil alunos inscritos. O crescimento é atribuído a três fatores. O primeiro deles foi a isenção de taxa, garantida a quem estuda ou estudou em escolas públicas ou declare falta de condições de pagamento. O segundo foi a utilização dos resultados por instituições de ensino superior como critério de seleção. E o terceiro foi a utilização do Enem como critério para a concessão de bolsas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), a partir de 2004. Essas bolsas, que podem ser integrais ou parciais, permitem o ingresso nas faculdades particulares credenciadas junto ao MEC.

Por causa dessa utilidade, o exame conta com a adesão de pessoas que já concluíram o ensino médio. A prova é unificada, composta de questões objetivas e uma redação. Segundo informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC), não há cobrança de conteúdo.

O modelo de avaliação adotado valoriza o raciocínio. 'Enquanto os vestibulares promovem uma excessiva valorização da memória e dos conteúdos em si, o Enem coloca o estudante diante de situações-problema e pede que mais do que saber conceitos, ele saiba aplicá-los', diz a proposta do MEC.

Média do Pará ficou abaixo da nacional no exame do ano passado

No ano passado, a média alcançada pelo Pará ficou abaixo da nacional e esta ainda está distante da meta. E como essa nota tem variado, há quem questione a validade do modelo de avaliação. Para Isabel Franchi Capelletti, professora de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pode ser que as desigualdades regionais estejam refletindo nos resultados.

A média do Enem alcançada pelo Pará, no ano passado, foi 47,083. Ficou abaixo da nota nacional, de 51,265, mas isso não significa que toda a rede foi mal. O colégio Rego Barros, por exemplo, superou a marca brasileira e liderou na região Norte, com 67.82 pontos. A diretora da escola, Deusélia Maria Nogueira, informou que não houve uma preparação específica para o Exame, apenas algumas oficinas antes das provas.

O coordenador do Enem, Dorivan Ferreira, afirma que o objetivo é alcançar a média nacional de 70 pontos (numa escala de 0 a 100). Ele afirma que o ideal seria que o Brasil conseguisse alcançar o nível de países com educação de primeira linha. Porém, não desconsidera as dificuldades encontradas nas escolas do País. A média da prova objetiva na edição passada não ultrapassou 52 pontos.

Essa média sofre uma variação considerável a cada ano, motivo para críticas ao modelo de avaliação. Para a professora Isabel Franchi Capelletti, também autora do livro 'Análise crítica das políticas públicas de avaliação', a inconstância dos resultados pode ser um indicador da fragilidade do exame. Ela afirma que o Enem é um exame massificado, que desconsidera as variações econômicas e sociais existentes no País.

Mais de 500 universidades adotam o teste para substituir vestibular

Apesar das críticas, atualmente mais de 500 universidades brasileiras adotam o Enem para substituir a prova do vestibular ou para acrescentar pontos aos candidatos na hora de selecioná-los. No Pará, sete instituições utilizam as notas, todas elas particulares. A utilização das notas do Enem não tem um padrão. Ela segue regras mínimas do MEC, como a validade dos resultados por cinco anos. Isso significa que, atualmente, a instituição pode utilizar as médias deste ano ou até de 2004.

O Centro Universitário do Pará (Cesupa), por exemplo, utiliza a média do Enem para selecionar os graduados, apesar de manter o seu vestibular. Já a Faculdade Ideal (Faci) aproveita o rendimento alcançado apenas na parte objetiva, desde que ele tenha sido melhor que a nota obtida pelo candidato no vestibular próprio da instituição.

A Faculdade de Tecnologia da Amazônia (FAZ) foi mais longe e reservou 10% das vagas para candidatos selecionados a partir do Enem, enquanto o Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam) utiliza a nota da Redação para somá-la aos pontos da prova objetiva que os vestibulandos fazem na instituição.

 

 

 



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