Siga          
Início » Notícias
Notícias

 

Egressa do Cesupa participa de projeto de hidroterapia no Marajó



A fisioterapeuta Camila Oliveira (blusa rosa) trabalha com crianças com paralisia cerebral.

Técnica utilizada como uma das alternativas de proporcionar melhoria na qualidade de vida para pacientes com paralisia cerebral (PC), a hidroterapia tem mudado a realidade de muitas famílias no município de Breves. Com a participação de uma egressa do curso de Fisioterapia do Cesupa, a atividade realizada na Região do Marajó já atende mais de 20 crianças.

Foi a vontade de incluir esse tipo de tratamento em suas atividades profissionais que levou Camila Oliveira a observar o perfil das crianças matriculadas na rede pública de ensino de Breves. Não foi difícil para a fisioterapeuta notar um número significativo de crianças com paralisia cerebral na cidade.  Vendo a necessidade existente para aquelas crianças que a egressa começou a planejar como poderia implantar sua ideia. 

Em conjunto com a equipe do Centro de Atendimento Educacional Especializado Hallef Pinheiro (CAEE), Camila desenvolveu o projeto “Fisioaquática”, que realiza seções de terapia nas águas com esses alunos e, assim, garante a inclusão social e intelectual dos mesmos. “O que eu aprendi no Cesupa foi fundamental para a minha formação. Aproveitei cada momento, cada experiência para me tornar uma profissional muito mais humanizada e preocupada com o social”, avalia a egressa. 

Atualmente 28 estudantes são atendidos pelo projeto, 20 deles são moradores da área urbana e oito residem na área rural do município.  Pacientes com paralisia cerebral podem sofrer com a rigidez muscular e é com a prática de movimentos terapêuticos dentro da água que os pacientes recuperam, pouco a pouco, a mobilidade. A hidroterapia torna o movimento das crianças, na piscina ou no rio, mais simples, além de mais divertido. 

Além das atividades de fisioterapia, os pacientes contam com o atendimento de uma equipe multidisciplinar recendendo orientações sobre nutrição e orientações educacionais.  A expectativa é que o projeto estenda seu espaço de atuação deixando de lado as piscinas dando espaço para os rios que cercam a ilha para o palco da terapia. “Estamos extremamente felizes em ver a proporção que o projeto está tomando. É muito bom ver também que as pessoas se disponibilizam para ajudar como voluntários, assim podemos alcançar outras localidades e beneficiar mais crianças das comunidades do Estado”, diz Camila.

Texto: Thiago Barros / Foto: Arquivo pessoal
26 de setembro de 2017





 
  X Fechar
  Seu Nome  
  Seu Email  
  Envia Para  
Comentário