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Alunos da Área da Saúde atendem romeiros



Os dias de outubro no Pará são diferentes para os que moram aqui e também para os que chegam de longe. O Círio de Nazaré, a maior celebração religiosa do país, transforma a rotina dos que vivem por aqui. Todos os anos, mais de dois milhões de pessoas circulam pela capital paraense movidas pela fé, o respeito e a devoção. Os sentimentos se misturam e a solidariedade pode ser vista em diferentes pontos da cidade, um deles sendo a Unidade Almirante Barroso do Cesupa. 

Envolvidos pelo sentimento de ajudar o próximo que estudantes do curso de Medicina tiveram a ideia de transformar o local de estudos em um ponto de atendimento aos romeiros. A localização da Unidade é perfeita. Tendo a Avenida Almirante Barroso como principal ponto de chegada dos romeiros, bastava apenas conversar com os professores, planejar o atendimento e abrir as portas. O apoio de saúde pode ser decisivo para que muitos romeiros consigam chegar até a Basílica de Nazaré. 

Diferentes motivos fazem com que as pessoas realizem essas caminhadas no período do Círio. Há quem venha de longe para pedir por outra pessoa como a dona Marisilvia do Vale, 45 anos, que caminhou por mais de 15 horas, vinda do município de Santo Antônio do Tauá, no nordeste paraense. Sua caminhada foi para pedir pela melhora do neto que recentemente passou por uma cirurgia de Catarata. “Eu vim por causa dele. Porque eu creio que Nossa Senhora vai ajudar o meu menino a se recuperar e voltar a enxergar normal outra vez”, diz ela.

Desde a manhã dessa quinta-feira (05), mais de 90 estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fisioterapia se revezam em três turnos para uma verdadeira maratona da solidariedade. Além de distribuírem água, os estudantes realizam pequenos atendimentos como a aferição da pressão arterial, curativos, medição de glicose e massagens fisioterápicas nos membros inferiores (pés e pernas). Tudo sob a supervisão de professores.

Aluna do 6º semestre de Medicina, Monique Almeida, 22 anos, avalia a experiência de forma positiva.  “É uma oportunidade única. Nos sentimos felizes e úteis por participar desse momento que lida com a fé das pessoas.  É um momento em que vai além do atendimento, em que podemos conversar com eles e entender a dimensão daquilo que os trouxe para cá. É gratificante fazer parte disso”, conta a estudante. 

Para o professor e responsável pela organização da atividade, Flávio Freire o momento é essencial para a aprendizagem dos alunos. “Eles aprende algo que não existe em livro nenhum. Isso se chama iniciativa, algo que eles não aprendem só na faculdade, mas sim na prática, na lida direta da profissão.  Montar esse posto aqui deu essa oportunidade a eles”, avalia o professor.


Texto: Thiago Barros com supervisão de Lali Mareco / Foto: Thiago Barros
06 de outubro de 2017





 
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