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Prevenção é principal arma contra o câncer de mama



Há 20 anos o mês de outubro ganha um tom diferente ao redor do mundo, o da conscientização. E é com o reforço do rosa que um movimento nascido nos Estados Unidos busca prevenir e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Colorindo prédios e monumentos, invadindo ruas e se incorporando ao cotidiano da população que a campanha Outubro Rosa tem dado o recado que muita gente ainda precisa ouvir.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que 58 mil casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil entre os anos de 2016 e 2017. O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no mundo. Os dados refletem o motivo pelo qual o diagnóstico precoce se torna tão importante. “Diante do diagnóstico precoce os tratamentos são mais conservadores, menos mutiladores e com grandes chances de cura”, explica a mastologista Debora Queiroz, professora do curso de Medicina do Cesupa.

A prevenção do câncer de mama é realizada em duas frentes. A primária ocorre por meio de medidas que evitam o desenvolvimento da doença. “Hábitos saudáveis como exercícios físicos e prática de esportes, além de uma alimentação equilibrada, com uma dieta pobre em gorduras são medidas simples que reduzem o risco de desenvolver câncer de mama”, detalha a professora Debora. Já a prevenção secundária se dá com a realização da mamografia, tida pela mastologista como uma importante arma na detecção de tumores em estágios iniciais.

Autoexame – Uma das recomendações mais simples feitas pelos médicos pode ser adotada no dia-a-dia, na hora do banho ou em frente ao espelho. O autoexame segue um passo a passo com breves etapas em que a mulher deve observar e apalpar as mamas em busca de nódulos ou secreções. Esse procedimento deve fazer parte da rotina da mulher, sendo realizado uma vez por mês, de preferência após o período menstrual.

Foi através da observação que, há mais de 30 anos, Hermenegilda da Silva notou alguns nódulos em suas mamas. Naquela época as campanhas sobre o câncer de mama não estavam em evidência como agora e foi ao comentar sobre a descoberta com uma amiga que a assistente de departamento pessoal decidiu procurar ajuda médica. “Depois de alguns exames precisei fazer uma cirurgia para retirar os nódulos e, graças a Deus, eram todos benignos”, conta Gilda, como é carinhosamente chamada pelos colegas de trabalho no Cesupa.

A descoberta dos nódulos, mesmo que não tenham sido identificados como câncer, fez com que Gilda não deixasse mais de manter o acompanhamento médico. Hoje, aos 61 anos, ela vai ao especialista a cada seis meses para uma checagem. A assistente de departamento pessoal revela que com a realização de exames descobriu ter uma predisposição genética para o surgimento de cistos sebáceos, condição que já a fez passar por outra cirurgia para a retirada de nódulos.

“A mulher muitas vezes acaba deixando a saúde de lado, se preocupando muito com trabalho, com os filhos e com a família. Depois que descobri os nódulos, passei a conversar com minhas amigas, com minhas filhas e com minhas colegas de trabalho sobre a importância de cuidar da saúde e prestar atenção em qualquer alteração”, conta Gilda.

A mastologista Debora Queiroz reafirma o posicionamento de Gilda e faz um alerta. “As mulheres devem conhecer seu corpo, devem se tocar, mas isso não é suficiente para detecção precoce do câncer de mama. Portanto, além do autoexame é necessário fazer mamografia, a depender da faixa etária”, observa a professora. Atualmente a realização da mamografia é indicada para mulheres a partir de 40 anos, desde que não tenha apresentado nenhuma anormalidade nas mamas.

Outubro Rosa – Focados nas ações de prevenção do câncer de mama, os cursos da área da Saúde desenvolvem durante este mês trabalhos de orientação junto à população. A iniciativa integra a rotina dos cursos, que já atuam em comunidades específicas da Região Metropolitana de Belém por meio das Unidades Básicas de Saúde. Entre as atividades programadas estão a realização de rodas de conversa, caminhadas e orientações com especialistas.  Além disso, o Centro de Especialidades Médicas do Cesupa (Cemec) dá prosseguimento aos atendimentos rotineiros de mastologia com as pacientes já cadastradas.


Texto: Lali Mareco / Foto: Divulgação
19 de outubro de 2017





 
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