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Feira de artesanato expõe trabalhos de pacientes de Fisioterapia



A relação fisioterapeuta-paciente é construída através de um contato humanizado e baseado na confiança e na dedicação ao tratamento. Os estudantes que atuam na Clínica Escola de Fisioterapia do Cesupa desde cedo são ensinados, para além da técnica na realização dos procedimentos, a tratar seus pacientes com empatia e oferecer o acolhimento necessário para que a adesão ao tratamento seja a mais satisfatória possível.

Foi pensando em proporcionar bons momentos e socializar os envolvidos no tratamento que a coordenação da Clínica promoveu nesta terça-feira (08), uma mostra de artesanato. Os produtos vendidos foram confeccionados pelos próprios pacientes, que tiveram a oportunidade de expor seus talentos, vencendo limitações e servindo de exemplo para outras pessoas.   

Um desses casos é o do paciente Joarle Andrade, 15 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Superando as limitações de seu corpo, Joarle pinta lindos quadros. Nazaré Andrade, mãe do talentoso artista, acredita que o progresso conquistado no tratamento do filho se dá também pela atenção, cuidado e carinho que toda a equipe de fisioterapeutas dedica ao adolescente. “Somos sempre muito bem recebidos por todos. O Joarle os chama de ‘meus fisioterapeutas’ e os trata como tios e tias. É uma relação de família”.

O relacionamento interpessoal criado entre os pacientes, alunos e profissionais pode ser considerado familiar. Esse elo muitas vezes é responsável pela não desistência do tratamento e por uma parceria verdadeira. “Quando cheguei aqui eu tinha muita dificuldade de respirar. Depois que comecei o tratamento tudo mudou, eu aprendi a ter controle da minha respiração. Além do carinho que todos têm comigo, me sinto bem para voltar, sou acolhida. Agora só saio daqui se me expulsarem” declara Rosa Maria paciente da Clínica há mais de três anos.

Investir na formação profissional dos alunos é também conscientizá-los da grande responsabilidade que possuem na recuperação dos pacientes. “Esse contato com os pacientes antes de ir pro mercado profissional é extremamente importante justamente porque o paciente também me ensina e eu acabo vivendo a realidade dele, me tornando mais humana e uma profissional melhor”, avalia a aluna Ana Caroline.

09 de maio de 2018





 
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