Notícias

Mostra expõe resultados do uso da robótica na Engenharia Civil



Como grandes estruturas reagem a eventos físicos adversos? A pergunta deve fazer parte do cotidiano de um engenheiro civil. Tendo como modelos construções que marcaram vários momentos da humanidade, alunos do primeiro período do curso de Engenharia Civil 4.0 puderam aprender, na teoria e na prática, os desdobramentos de níveis diferenciados de vibração. O aprendizado foi compartilhado na manhã desta quinta-feira (30), durante a I Mostra dos Projetos Integradores do curso de Engenharia Civil, realizada no auditório da Unidade José Malcher. 

Divididos em grupos, os estudantes receberam a tarefa de produzir maquetes que representavam cinco estilos de construção. Os estilos abordados deveriam simbolizar os períodos romano, gótico, renascimento, modernismo e contemporâneo. Com o tema em mãos, os alunos realizaram pesquisas para definir o sistema estrutural que representasse o período determinado. As maquetes reproduziam um aqueduto romano, a Catedral de Notre-Dame, a Catedral de Santa Maria del Fiore, o MASP e a Golden Gate Bridge.

Para a segunda etapa do desafio, que envolvia a simulação de eventos adversos, os grupos utilizaram kits de molas estruturais e kits robótica LEGO. As estruturas feitas com os kits mola deveriam representar, de maneira aproximada, os sistemas estruturais definidos como objeto de estudo. Já os kits robótica foram utilizados para a produção de bases vibratórias. Vídeos com os testes simulando diferentes condições em que as estruturas poderiam ser submetidas foram compartilhados com os presentes na mostra.

A experiência, que levou o nome de “Análise da estabilidade de modelos físicos frente a níveis diferenciados de vibração: O uso da robótica na Engenharia Civil”, cativou a turma de calouros. ”Acho que ninguém tinha tido a oportunidade de trabalhar dessa forma antes. Ter esse contato com novas tecnologias agrega muita experiência para os alunos. Fizemos muita pesquisa e muitos testes para conseguir o resultado”, contou o estudante Lucas Lemos.

De acordo com o professor Gustavo Cardoso, a experiência trabalhou diferentes habilidades dos estudantes e possibilitou que, mesmo no início do curso, eles já conseguissem se enxergar como engenheiros. “É uma experiência muito enriquecedora, que envolve atividades integradas entre todos os eixos temáticos do semestre em um conceito bastante empírico”, avalia. Além dos professores do curso, participaram da avaliação dos trabalhos os professores Renato Neves, Alexandre Rodrigues e Benício Costa, da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

Texto e foto: Lali Mareco 
30 de maio de 2019