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Clínica de Direitos Humanos recebe Vice-Cônsul da Colômbia para atendimento de imigrante



Nina Castro colhe digitais de Éfren Sanchéz para nova documentação.

Em busca da autorização para fixar residência no Brasil de forma legal, o colombiano Éfren Sanchéz procurou o auxílio da Clínica de Direitos Humanos do Cesupa (CDH Cesupa) para que pudessem ser realizados os procedimentos necessários. Com 29 anos, quatro deles morando no Brasil, o colombiano decidiu solicitar a autorização para residência no país após o nascimento de sua filha, a brasileira Iara. 

O primeiro contato de Éfren com a Clínica de Direitos Humanos foi em novembro de 2018. Durante o atendimento, foi constado que o colombiano estava com todos os documentos de identificação vencidos, o que impossibilitava a entrada do pedido de residência na Polícia Federal brasileira. A partir daí os integrantes da clínica iniciaram um diálogo com o Consulado Geral da República da Colômbia em Manaus para que os documentos de Éfren pudessem ser regularizados em seu país de origem.

A situação passou a ser acompanhada pela equipe do Consulado da Colômbia que se prontificou a atender Éfren durante uma agenda de trabalho em Belém. Assim, na manhã desta quarta-feira (10), a Vice-Cônsul da Colômbia em Manaus, Nina Paola Guarin Castro esteve no Cesupa para iniciar os trâmites de regularização dos documentos colombianos de Éfren. 

“É nosso dever prestar assistência aos colombianos que estão fora do país. Para isso é muito importante fazermos parcerias ou contarmos com o apoio de diferentes instituições. Percebemos que aqui no Brasil existem muitos serviços, até mesmo voluntários, que nos ajudam nesse sentido, sempre dispostos a ajudar”, contou Nina ao lembrar de quando foi procurada pela Clínica de Direitos Humanos do Cesupa.

Próximos passos – Com a regularização dos documentos colombianos de Éfren, a Clínica de Direitos Humanos do Cesupa iniciará o processo de pedido de autorização de residência com base em reunião familiar junto à Polícia Federal brasileira. Com a autorização, Éfren espera poder permanecer no Brasil com tranquilidade para iniciar uma nova fase de sua vida. 

“Foi muito bom. Agora vou poder iniciar os estudos, pois acredito que isso irá se tornar mais fácil com os documentos. Minha companheira está trabalhando então os planos são continuar por aqui”, disse Éfren. 

O atendimento de estrangeiros integra o leque de serviços prestados pela Clínica de Direitos Humanos e ganhou força partir da parceria firmada com a Seção Pará da Ordem dos Advogados do Brasil em fevereiro deste ano. A clínica é coordenada pela professora Natália Simões Bentes e conta com a atuação de 16 estudantes do curso de Direito. 

Texto e foto: Lali Mareco
10 de julho de 2019