Notícias

Universitários auxiliam estudantes de Ensino Médio em concurso nacional



Integrantes de grupo de pesquisa durante palestra com alunos da Escola Jarbas Passarinho.

A integração entre universitários e estudantes do Ensino Médio pode garantir ao Pará uma conquista a nível nacional. Estimulados a participarem do Projeto Jovem Senador, alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jarbas Passarinho e da Escola Estadual de Ensino Fundamental Presidente Costa e Silva contaram com o apoio de estudantes do curso de Direito do Cesupa para o desenvolvimento de uma redação com o tema “Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil”.

Essa aproximação entre os estudantes de nível médio e superior ocorre desde 2018, por meio do projeto “Educar Direitos Humanos”, desenvolvido pela Clínica de Direitos Humanos do Cesupa. A proposta leva universitários integrantes da Clínica até escolas públicas da cidade de Belém para a realização de aulas que envolvam os diferentes temas ligados aos Direitos Humanos. Na última semana a iniciativa contou com mais um aliado: o grupo de pesquisa Democracia, poder judiciário e direitos humanos.

Foi com o auxílio do grupo de pesquisa que a coordenadora pedagógica da Escola Jarbas Passarinho, Patrícia Uchôa viu a possibilidade de colaboração na preparação dos alunos para o concurso realizado pelo Projeto Jovem Senador. Membros do grupo trocaram informações com os estudantes do Ensino Médio sobre tópicos que poderiam ajudá-los no desenvolvimento da redação. 

Participaram das ações nos colégios os alunos da graduação e pós-graduação em Direito do Cesupa, Amanda Naif, José Raul Coelho Neto, Isabela Costa, Jacqueline Lobão, Lucas da Silva, Valeska Ferreira, Fernanda Gomes, Paloma Simões e Yasmin Santa Brígida.

Responsável por orientar, avaliar e selecionar três redações entre as 50 escritas por alunos da escola, a professora de Língua Portuguesa Cláudia Virgínia acredita que a palestra realizada pelos universitários foi fundamental para que os alunos pudessem desenvolver os textos. “Sem esse suporte nossos alunos não teriam condições de participar do concurso. Por exemplo, nós temos uma dificuldade na disciplina de Sociologia na escola. É muito bacana proporcionar essa experiência, pois não há o distanciamento que nós vemos na relação deles com os professores. Com os universitários nossos estudantes ficam mais à vontade”, conta Cláudia. 

Experiência – Aos 15 anos, Manoela Simão e José Cardoso integram o grupo de alunos envolvidos no concurso. Eles acreditam que a participação no concurso os ajuda a ganhar conhecimentos não só do ponto de vista da redação, mas também como cidadãos. “A palestra nos ajudou a tirar a venda dos olhos. É um assunto muito complexo, que quanto mais informação você tem, mas você se perde. Na palestra nós tocamos em assuntos que até mesmo não havíamos discutido antes em sala”, disse Manoela que no futuro deseja ser médica ou advogada. 

“Gosto muito de falar sobre política. Isso que fazemos aqui é debate e acho que a escola nos prepara para sermos cidadãos. Quando soube do concurso vi que era uma oportunidade de me aprofundar mais a respeito desses conhecimentos”, afirma José, que espera ser engenheiro, mas não cogita a possibilidade de também seguir a carreira jurídica. 

O concurso – Após a fase de seleção na escola, todas as redações escritas por estudantes paraenses passam por uma nova triagem em que são selecionados três textos que representarão o Pará no concurso. Entre redações escritas por estudantes de todo o país, três são escolhidas como vencedoras. 

Texto: Lali Mareco | Foto: Arquivo pessoal
20 de agosto de 2019