Amazon Hacking 2026 celebra inovação sustentável e premia soluções voltadas aos moradores da Vila Jutaiteua (Moju/PA)
Com o tema "Agricultura Familiar Regenerativa", a edição deste ano reuniu cerca de 400 alunos dos sete curso da Argo. Foto: Suzane Lima.
Na última sexta-feira, 5 de junho, o Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) promoveu o encerramento do Amazon Hacking 2026. Pela primeira vez realizado fora dos campi da instituição, o evento ocorreu no Parque de Bioeconomia, localizado no Porto Futuro II. A programação reuniu estudantes, mentores, representantes de empresas parceiras e lideranças comunitárias em atividades que incluíram Feira de Projetos, bate-papos, campeonatos e premiação.
Com o tema “Agricultura Familiar Regenerativa”, a edição deste ano contou com 398 alunos dos sete cursos da Argo - Escola de Negócios, Tecnologia e Inovação e de integrantes do Mestrado Profissional em Inteligência Territorial e Sustentabilidade (PPGITS), divididos em 38 equipes. Os grupos desenvolveram soluções a partir de desafios reais apontados pelos moradores da Vila Jutaiteua, localizada em Moju (PA).
Ao longo do processo, os participantes passaram por imersão na comunidade, mentorias, apresentação do modelo C (ferramenta de planejamento estratégico para negócios de impacto socioambiental), pré-pitchs e validação do Mínimo Produto Viável (versão funcional da ideia no mercado real). Na etapa final, realizaram os pitches durante a semana de 1 a 3 de junho e, com base na avaliação dos jurados, 28 projetos foram selecionados para a Feira de Projetos.
A professora Alessandra Baganha, coordenadora do curso de Ciência da Computação e integrante do Comitê do Amazon Hacking, destacou a relevância do momento: “É com muita alegria que vemos, mais uma vez, o nosso programa se expandir. Este ano, é a primeira vez que o evento está sendo realizado fora das paredes do Cesupa. E estar no Parque de Bioeconomia reflete o objetivo das propostas apresentadas: transformar a biodiversidade amazônica em novos produtos e tecnologias. É gratificante saber que aqui estão presentes futuros negócios de desenvolvimento sustentável para a nossa região.”
Feira de Projetos e atividades complementares - O evento começou com a Feira de Projetos, que reuniu as equipes finalistas. Os estudantes apresentaram seus trabalhos à comunidade acadêmica, autoridades presentes, executivos de empresas parceiras, empreendedores e ao público em geral, em um momento de compartilhamento de conhecimento e aplicação de habilidades de comunicação. “Foi uma experiência única participar do Amazon Hacking e, por fim, expor o nosso trabalho. É quando vemos o resultado de um projeto construído por pessoas de diferentes áreas. Sou muito grata pela equipe da qual fiz parte e espero que o nosso projeto cresça para que possamos ajudar ainda mais a sociedade”, compartilhou a acadêmica de Publicidade e Propaganda Mel Bastos, integrante do projeto Koá.
Paulo Mendonça, representante da Amazon People, também comentou a evolução dos participantes: “Nessa etapa, conhecemos mais a fundo os projetos que se aprimoraram desde o começo do semestre. Vimos como foram pensados, executados e o quanto os alunos se dedicaram. Eles desenvolveram habilidades, buscaram soluções para as problemáticas e entenderam a realidade da comunidade em parceria conosco. A evolução deles, desde os pré-pitches, é gigantesca. As mudanças e melhorias nas propostas são notórias. De modo geral, todas as ideias construídas são muito ricas e farão a diferença na comunidade.”
Na sequência, ocorreu um bate-papo com representantes da Accenture sobre inteligência artificial na prática de mercado, além de um campeonato de robótica envolvendo calouros de computação.
Premiação - A cerimônia de premiação foi aberta com a fala em vídeo do reitor do Cesupa, professor Sérgio Mendes, seguida por agradecimentos aos representantes das empresas parceiras. Antes do anúncio dos vencedores, foi feita uma homenagem em memória à professora Conceição Fiuza de Melo, que dá nome ao prêmio de voto popular.
Na ocasião, foi apresentado o critério de avaliação: 50% do peso da nota é atribuído pela comunidade protagonista, 30% pelos mentores e 20% pelo corpo docente. Em seguida, divulgaram-se os vencedores: o projeto Florestia conquistou o Prêmio Conceição Fiuza de Melo. Na classificação geral, o terceiro lugar ficou com o Kitembu, o segundo com o Umani e o trabalho campeão foi o Veredas.
“Não tenho palavras para descrever este momento. É uma emoção muito grande quando ouvimos o nome do nosso projeto sendo anunciado. Na hora, a gente nem acredita. Por ser nosso último ano, e como não ganhamos nas edições anteriores, pensamos em fazer um trabalho que nos divertisse durante o processo, que tivesse uma devolutiva para a Vila Jutaí e que nos fizesse sentir que, independentemente do resultado, estaríamos cumprindo nossa missão. Então, pensar em um jogo sobre agricultura voltado para crianças, onde os agricultores são os protagonistas e destacando a importância de seu trabalho, se tornou um dos nossos maiores motivadores. Saber que metade da nossa nota veio da comunidade nos deixa muito felizes, pois mostra que o produto pode contribuir para a realidade deles. Por fim, só tenho a agradecer a todas as pessoas envolvidas”, celebrou a estudante de Ciência da Computação Roberta Okada, integrante da equipe vencedora.