Notícias

Estudantes conhecem empresas parceiras da Computação Amostra



Estudantes do 3º, 5º e 7º períodos ao lado de professores e empresários envolvidos na Computação Amostra 2020.

A primeira semana de aulas dos veteranos de Ciência da Computação começou com foco no futuro. Nesta quarta-feira (05), os estudantes do 3º, 5º e 7º períodos conheceram as empresas parceiras da disciplina de Projeto Integrado deste semestre. Representantes da ParáTIC - Associação das Empresas Paraenses de Software e TIC e da W3 Automação e Sistemas apresentaram aos estudantes as problemáticas envolvendo as atividades de monetização digital e open banking.

É a partir das dificuldades apresentadas pelas empresas que os estudantes irão desenvolver projetos que serão apresentados durante a Computação Amostra, que neste ano ocorrerá do dia 27 ao dia 30 de maio. Evento que vem ganhando cada vez mais novidades, a Computação Amostra é um momento de aprendizado e também de interação entre os alunos e o mercado de trabalho. Essa será a 16ª edição do evento e a segunda vez em que empresas participaram da proposição dos problemas a serem solucionados pelos alunos. 

“Até pouco tempo o professor defendia quais problemas deveriam ser tratados e não é de hoje que a gente entende que o professor não é dono de nada. O dono do problema, de fato, é a sociedade, é o mercado. A ParáTIC, por meio da Jambutec, e a W3 entraram na nossa disciplina de Projeto Integrado até mesmo no planejamento”, explica o professor Marcos Paulo Sousa.

Trazer a realidade de empresas locais para faculdade é uma maneira de aproximar os estudantes do futuro profissional, além de contribuir para a evolução do mercado, observa coordenadora do curso de Ciência da Computação, Alessandra Natasha. “Os parceiros são pessoas que saíram da faculdade para empreender e hoje estão aqui conosco. Vocês podem qualquer coisa e vocês sabem disso. O Norte tem uma possibilidade de crescimento muito mais significativa do que os outros Estados. Essa parceria não é para o Cesupa, é para vocês”, disse aos alunos. 

Representante da Jambu Tecnologia, Marcelo Sá apresentou o cenário de atuação Fintechs (empresas de tecnologia na área financeira) e sinalizou os aspectos que podem fazer a diferença durante o processo de criação dos trabalhos. “Monetização digital e open banking têm a ver com educação financeira. A minha intenção é que através da interação a gente crie canais de comunicação entre os grupos para obtermos bons resultados. O pensamento tem que ser esse para poder ser relevante nesse mercado. Cooperação e empatia devem ser o norte do trabalho”, sinalizou Marcelo. 

“O foco das Fintechs está no usuário. Todo mundo está brigando por uma carteira de clientes, os bancos querem os seus dados. A Região tem muito potencial, com um grande número de não bancarizados. Nessa disciplina vocês tem tudo para construir uma carreira, chegando no mercado com uma série de experiências. Tentem ser as pessoas que vão mudar a realidade do mercado de TI aqui”, alertou Luis Fábio Magalhães, representante da W3.

A partir de agora os estudantes passam a ter reuniões com os empresários para entenderem os detalhes dos negócios e desenvolverem, ao longo do semestre, os projetos que serão apresentados no fim de maio. 

Texto e foto: Lali Mareco
05 de fevereiro de 2020