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Projeto Educar Direitos Humanos promove ciclo de palestras em Escola Estadual



A Clínica de Direitos Humanos (CDH) do Cesupa iniciou nesta segunda-feira (09) um novo ciclo de palestras do projeto “Educar Direitos Humanos”, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jarbas Passarinho. A segunda edição do projeto aborda discussões sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).  

O tema central da discussão com os estudantes do Ensino Médio é “Sustentabilidade: Espaço, Tempo e suas Transformações”, sendo ramificado em 7 dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, desenvolvidos na Agenda 2030 das Nações Unidas. Entre os temas abordados pela CDH/Cesupa estão: Erradicar a Fome; Educação de Qualidade; Igualdade de Gênero; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Cidades e Comunidades Sustentáveis e Ação Climática. 

Até sexta-feira (13), o projeto abordará um tema por dia. 14 alunos do curso de Direito que participam da Clínica de Direitos Humanos do Cesupa são os responsáveis pelo projeto, que é coordenado pela professora, Natalia Simões Bentes. No entanto, apenas 10 destes alunos irão ministrar as palestras para 14 turmas do Jarbas Passarinho. 

A coordenadora pedagógica do Colégio Jarbas Passarinho, Patrícia Uchôa, ressalta a importância da parceria com o Cesupa. “Essa prática de extensão que o Cesupa tem conosco resulta no incentivo, tanto para professores quanto para os alunos, que trabalham essas questões de maneira interdisciplinar, com foco redimensionado não somente para o conteúdo da atividade em si, mas também para o cotidiano. Creio que o maior objetivo dessa parceria seja alimentar o conhecimento e o empoderamento dos alunos em relação ao protagonismo estudantil, para que os mesmos sejam mais atuantes em sociedade”, destacou.

Em alusão ao Dia da Mulher, nesta terça-feira (10), o tema abordado com as turmas do 1° ano do Ensino Médio foi a igualdade de gênero. A palestra foi conduzida pelas estudantes Ana Carolina Lial e Viviane Cunha, que apresentaram problemáticas sobre a cultura de gênero, dados sobre a discrepância de desemprego, formação acadêmica e taxa de violência contra a mulher de acordo com o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Além disso, houve uma longa explicação sobre a atuação das Delegacias da Mulher nas regiões, debate sobre a denúncia e como obter a eficácia da ação, bem como a explicação e o surgimento da Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/06).

A estudante, Rose Raquel, de 15 anos, contou como a palestra sobre Igualdade de Gênero proporcionou informações extras sobre o tema. “Uma vez presenciei uma violência contra a minha vizinha e liguei para denunciar, mas ninguém atendeu, isso me desmotivou e me deixou mais desacreditada sobre a Lei e suas atuações. A palestra me mostrou que, nesses casos, eu posso entrar em contato com o Ministério Público. Muita coisa eu não sabia e acho que isso nos ajuda muito como ser humano, buscando abrir a mente daqueles que se recusam ou simplesmente não sabem. A palestra está sendo muito rica para melhorarmos como seres humanos”, frisou. 

Em torno de 700 alunos do 5° ao 9° do Ensino Fundamental e das turmas do Ensino Médio, participam do Ciclo de Palestras. Todos terão que realizar um produto por turma para o próximo sábado (14), sobre o que foi abordado nas apresentações e debates em sala de aula. 

Texto: Ádria Pereira com supervisão de Lali Mareco | Foto: Laura Quaresma
10 de março de 2020