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Edtech fundada por egresso do Cesupa agora faz parte do grupo Alura



Marcell Almeida é egresso de Ciência da Computação do Cesupa e um dos fundadores da PM3

Quem é fã de tecnologia e estuda o tema sabe que o Grupo Alura é considerado uma referência entre as plataformas brasileiras que oferecem cursos, em áreas como programação, UX & Design e Data Science. Na última semana, o grupo anunciou a aquisição de uma participação relevante da PM3, uma edtech especialista na educação em gestão de produtos digitais que, para o nosso orgulho, tem como um dos fundadores o cientista da computação Marcell Almeida, egresso do Cesupa, formado em 2014.


A edtech é uma startup que predominantemente atua com tecnologia no setor da educação e, nesse sentido, a PM3 tornou-se reconhecida com mais de 4.500 alunos que buscam um caminho para uma formação de alto nível, no segmento de tecnologia. Fundada em 2018 por Marcell e os amigos Bruno Coutinho e Dan Prites, a empresa surgiu para solucionar uma “dor” comum aos três profissionais, e que entendiam que era um problema crônico da área: a falta de cursos formais e com experiências brasileiras em Gestão de Produtos.


Todas as aulas da PM3 apresentam um case real do mercado, em que os alunos conseguem absorver de forma prática como um projeto ou iniciativa foi desenvolvido e os resultados que trouxeram para o negócio. “O grande diferencial da PM3 é conseguir reunir mais de 40 profissionais diferentes, que têm no currículo passagem por empresas como Booking.com, OLX Brasil, Nubank, Creditas, iFood, MaxMilhas, VTEX, Easynvest, entre outras grandes de tecnologia do mercado. Esses profissionais conseguem contar uma história cronológica de como desenvolvem produtos digitais, aplicando as práticas mais atuais do mercado, expondo seus erros e acertos, e assim, prover um ensino mais próximo da realidade e do contexto brasileiro”, explicou Marcell.


Quando iniciou o curso de Ciência da Computação no Cesupa, em 2011, Marcell imaginava que, no futuro, trabalharia com jogos e animações em 3D. Foi no decorrer dos semestres que se identificou com iniciativas que conectavam tecnologia e negócio. “Tem um diferencial muito forte no Cesupa que poucas instituições possuem, em especial no Norte do país, que é o incentivo a criar, inovar e empreender. Lembro que havia a ACET Amostra (atual Computação Amostra) outras iniciativas para os alunos criarem algo e mostrarem para toda a comunidade da instituição”, relembrou de sua trajetória acadêmica.


A coordenadora do curso de Ciência da Computação, Alessandra Natasha Baganha, explica que desde o primeiro semestre, os alunos são apresentados a projetos reais realizados em parceria com empresas do mercado, com objetivo de oferecer aos discentes a visão da tecnologia como uma carreira e um negócio. “Os cursos de Computação têm como um de seus pilares o empreendedorismo, porque acreditamos que a cultura empreendedora muda vidas e a sociedade. O Cesupa também acredita que a formação de cada discente acontece de um jeito diferente, à escolha do aluno. Então nós apresentamos não só a iniciação científica, como o empreendedorismo e as parcerias com o Núcleo de Empreendedores Juniores (NIEJ), e com as empresas locais como ParaTIC, com quem estamos desenvolvendo o nosso projeto integrado atual, dentro do tema Varejo 5.0”, reforçou a coordenadora.


A forte parceria do Cesupa com as empresas de tecnologia dentro e fora do Estado e o movimento da instituição para fortalecer a cultura empreendedora, garantiu que um grupo de alunos da IES, dentre eles Marcell, tivesse a oportunidade de visitar o Vale do Silício em 2013, e conhecer empresas como Google, Firefox Mozilla e Evernote, na época, ainda com ares de startup. “Lá, conseguimos respirar inovação no estado da arte e servir de inspiração. Voltei dessa viagem dizendo ‘Vou vivenciar algo parecido no futuro’”, comentou o egresso. “O Marcell, desde o início da formação, sempre foi fisgado pelo empreendedorismo. Naquela visita, pudemos perceber que o nosso empreendedorismo em nada deixa a dever para iniciativas do mundo inteiro”, complementou a coordenadora do curso.


Foi também, por meio das oportunidades apresentadas pela graduação, durante as aulas de programação Java, que Marcell conheceu a Caelum, outra empresa que faz parte do Grupo Alura. “Lembro que viajei para São Paulo para fazer o curso da Caelum presencialmente e anos depois acontece algo desse jeito. É muito legal pensar em retrospecto e perceber que situações que você nem imaginava poderiam ter uma influência na sua carreira. A missão de qualquer instituição de ensino vai muito além de ensinar matérias, é também sobre abrir portas, e o Cesupa fez muito disso por mim”, contou com gratidão.


Para a coordenadora do curso, receber notícias de egressos como o Marcell são um reconhecimento não só pelo desenvolvimento profissional, mas, também, para a instituição de ensino. “Nós, como professores, ficamos felizes por ter plantado aquela semente da iniciação empreendedora, e nos enche de orgulho porque nos reconhecemos como parte desse DNA de formação dos alunos”, reforçou emocionada.


Texto: Gisele Nogami com revisão de Laura Quaresma