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Egresso do Cesupa desenvolve acessório de baixo custo para auxiliar no transporte de pacientes em hospital de urgência e emergência


22 de abril de 2021


Cinta mobilizadora desenvolvida por egresso do Cesupa, aproveita retalhos de tecido que seriam descartados. Foto: Diego Monteiro/Comunicação Pró-Saúde

Na rotina de um paciente que se recupera de traumas que requerem longos períodos de internação, a movimentação é um processo delicado e que precisa ser feito com cuidado, tanto para quem está em tratamento quanto para o profissional que realiza o deslocamento. Para auxiliar nestes procedimentos e reduzir os riscos de agravamento de lesões, as equipes multidisciplinares de hospitais utilizam uma cinta de mobilização, um acessório que no mercado, pode chegar ao valor de R$200, por unidade. Para reduzir os custos para aquisição e atender a alta demanda de um hospital público de urgência e emergência, o fisioterapeuta Augusto Duarte, que é egresso do Cesupa, desenvolveu uma versão da cinta mobilizadora, ao custo de R$ 17, que ainda aproveita retalhos de tecidos que seriam descartados.


A ideia para a criação do protótipo surgiu quando um setor do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência solicitou a compra das cintas comerciais, para atender os pacientes. “Como o acessório precisa ser manuseado por um funcionário, a demanda foi encaminhada para o setor de Fisioterapia do Trabalho, em que eu trabalho. Analisei, estudei e fiz um desenho de uma cinta, pensando em uma medida padrão para o tronco e membros inferiores do paciente”, explicou Augusto.


O passo seguinte foi viabilizar a produção com o departamento de costura do hospital, sempre com foco na resolutividade e no baixo custo do produto. “Utilizando retalhos, as costureiras e eu pensamos nas alças, tamanhos, espaço para inserir a identidade do Hospital. Quando concluímos, a cinta piloto foi aprovada pelos gestores e outros setores aderiram a ideia”, contou o fisioterapeuta. Em duas semanas, já foram produzidas 42 unidades de cintas, o que gerou uma economia de R$ 7 mil para o hospital.


Formado em 2011, Augusto se especializou em Geriatria e Gerontologia e em Fisiologia do Exercício e Musculação Terapêutica em Grupos Especiais, as duas pós-graduações também pelo Cesupa. Para ele, a instituição sempre incentivou os alunos a buscarem adaptações e inovações para o cotidiano das profissões. “Desde o começo da graduação, os professores nos ensinaram a perceber o ambiente e procurar alternativas para oferecer um atendimento humanizado aos pacientes que necessitam de nossa intervenção. A criatividade faz parte do raciocínio clínico do fisioterapeuta para conseguir ajudar a quem precisa”, destacou.


A coordenadora de Fisioterapia do Cesupa, Wiviane Matos, destaca que o projeto pedagógico do curso auxilia o aluno a pensar em soluções que visam a saúde do paciente, mesmo em um cenário de indisponibilidade de recursos. “Utilizamos metodologias ativas e de aprendizado baseado em problemas, além de eixos do curso e disciplinas, como Tecnologia Assistiva, Interações Comunitárias que sempre estimulam o aluno a ‘pensar fora da caixa’, procurando possibilidades para além dos recursos que são disponibilizados”, concluiu.

 


Texto: Ádria Pereira com a supervisão de Gisele Nogami e Laura Quaresma

22 de abril de 2021