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Trabalho desenvolvido pelo curso de Enfermagem é premiado no X Fórum Nacional de Metodologias Ativas na Área da Saúde


3 de setembro de 2021


O trabalho "Hackathon para a Enfermagem: discussões sobre Medicina Legal, Legislação na Saúde e Violência Obstétrica” recebeu o primeiro lugar, na categoria Comunicação Oral, durante o X Fórum Nacional de Metodologias Ativas na Área da Saúde, realizado pela Faculdade Pequeno Príncipe (FPP), de Curitiba (PR). Idealizado pela professora e coordenadora do curso de Enfermagem, Mariana Souza, o projeto concorreu com 223 trabalhos de instituições de todo o país e a premiação ocorreu em evento virtual, realizado na primeira quinzena de agosto.
 
Originalmente, os hackathons são desafios que reúnem programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares, para uma maratona de programação, cujo objetivo é desenvolver um software ou solução tecnológica que atenda a um fim específico. Foi inspirada pela imersão que os hackathons proporcionam, que surgiu a ideia de adaptar esta modalidade de evento para a área da saúde. 
 
“Os alunos do 7º período estavam muito desmotivados com as aulas virtuais (ocasionadas pela pandemia) e eu precisava colocar uma metodologia ativa em prática para resolver esta situação. Na pós-graduação que curso em Perícia Criminal, um dos módulos abordou casos que envolviam Medicina Legal no nosso Estado e este é um tema com grande aceitação pelos discentes. Propus o projeto e a professora Jorgeany Soares (também do curso de Enfermagem), aceitou o desafio para desenvolvermos o hackathon juntas”, explicou a coordenadora do curso de Enfermagem.
 
Para colocar o projeto em prática, a coordenadora participou de uma capacitação com os docentes da Argo, para compreender o modelo e estilo do hackathon. A partir desta troca de experiências, em conjunto com outros professores de Enfermagem, três hackathons foram realizados antes da última experiência premiada, para que os docentes adquirissem a experiência na metodologia e proporcionassem uma melhor aprendizagem aos acadêmicos.
 
Na maratona da saúde, os alunos devem solucionar um caso de Medicina Legal, orientados por profissionais especialistas na área e, em equipes, encontrar a solução para apresentar a uma banca avaliadora, formada por especialistas convidados de outras instituições. “Usamos um pouco de metodologia de gamificação, do PJBL, PBL. O fato do aluno expor suas ideias também estimula a criatividade, o raciocínio clínico e crítico e o trabalho em equipe”, reforçou Mariana.
 
A aluna do 8º período de Enfermagem, Beatriz Begot, foi uma das participantes do último hackathon e sua equipe foi a vencedora do desafio. Para ela, o grande diferencial da metodologia é o incentivo à colaboração e ao trabalho em equipe. “O hackathon é uma forma de aprendizado diferente e muito dinâmica, que engloba várias áreas de Enfermagem e desafia os nossos conhecimentos. Ele também nos exige o trabalho em grupo, que é uma habilidade requisitada pelo mercado de trabalho e que ajudou a minha equipe a vivenciar melhor a experiência do projeto”, pontuou.
 
Para a coordenadora, o reconhecimento ao trabalho desenvolvido fortalece o projeto que o Cesupa vem desenvolvendo nestes mais de 30 anos de atuação na Educação Superior. “Trazer o prêmio para a região Norte e para a Enfermagem foi uma alegria imensa. Ter este feedback de outros profissionais nos dá ânimo e confirma que estamos no caminho certo. Além disso, a premiação gera visibilidade perante outras instituições de ensino, a equipe se sente valorizada pela dedicação e os discentes vibram, pois o curso e a instituição que escolheram têm o reconhecimento do que fazem, com excelência”, concluiu.

Texto: Gisele Nogami com revisão de Laura Quaresma
03 de setembro de 2021