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Egresso e aluno do Cesupa integram a equipe vencedora do primeiro hackathon promovido pelo Instituto da Segurança Privada da Região Norte


18 de novembro de 2021


Raphael (esquerda), egresso de Ciência da Computação, e Emanuel (centro), aluno de Engenharia de Produção comemoram o prêmio. Foto: Divulgação INSERN

O egresso do curso Ciência da Computação do Cesupa, Raphael Rocha, e o aluno do 8º semestre de Engenharia de Produção, Emanuel Nonato, foram os vencedores do primeiro hackathon realizado pelo Instituto da Segurança Privada da Região Norte (INSERN), realizado entre os dias 5 a 7 de novembro. Como solução ao desafio proposto, a equipe apresentou um aplicativo que reuniria informações incluídas por agentes de segurança privada e seria capaz de fazer a análise de dados fornecidos pela segurança pública.

O desafio do INSERN buscava ideias e soluções criativas para que as informações das empresas de segurança privada auxiliassem a segurança pública do Estado, no combate a violência. Foi a partir desta situação-problema, que a equipe de Raphael e Emanuel, formada ainda por outro programador, uma estudante de design e um estudante de Administração, desenvolveram o “Zona Segura”, uma aplicação web e mobile para as empresas de segurança privada.

“Nesta aplicação, o gestor da empresa de segurança privada teria um controle de informações, como onde são as ocorrências de violência na cidade, áreas com maiores índices, e dados da segurança pública para uma análise completa, centralizada em um único local, para ajudar em uma tomada de decisão mais rápida. O aplicativo também teria uma área para o agente enviar relatórios, pedir suporte e registrar casos ou informações de assaltos, por exemplo”, explicou Raphael, que foi convidado a participar do evento, por intermédio de um contato que fez, na época em que estudava no Cesupa.

Além disso, o “Zona Segura” também compartilharia informações com os órgãos da Segurança Pública, para que possam elaborar estratégias de combate à violência em áreas consideradas críticas. “A ideia é que, com os dados, a segurança pública possa agir de maneira preventiva, em pontos onde a violência é mais recorrente e ela não tem a informação, já que muitas pessoas não registram boletins de ocorrência quando são assaltadas. Trabalharíamos gerando dados por inteligência artificial e, assim, impactaríamos as duas esferas da segurança”, completou o egresso.

Aprendizados – Para Emanuel, que já participou de outros desafios semelhantes realizados pelo Cesupa, o hackathon do INSERN foi uma oportunidade de colocar em prática o que vem aprendendo na graduação e buscar maneiras diferentes de solucionar um mesmo problema. “Estive em uma equipe onde as pessoas se escutavam e toda a ideia era respeitada, criticada de uma forma respeitosa e construtiva. Também no momento em que as ideias não fluíam, a gente parava, conversava sobre outros assuntos e quando retomávamos, voltávamos com muitas ideias. Se não fosse as experiências que o Cesupa nos proporciona, com certeza, chegaria muito cru neste evento e minha contribuição não teria sido a mesma”, avaliou. 

A conquista culmina com a transformação curricular que o curso de Engenharia de Produção vem passando desde 2019, baseado na metodologia PBL (Aprendizagem Baseada em Problemas), em que os acadêmicos são estimulados a dedicarem parte do tempo formativo em atividades de extensão. “Os desafios permitem que eles coloquem em prática aquilo que aprendem na realização dos projetos acadêmicos, de uma maneira estruturada e produtiva. Tendo o tema sido voltado para a segurança, que é uma área de interesse público, reforça ainda o papel do engenheiro de produção, enquanto profissional do futuro e para a sociedade de uma forma ampla”, enfatizou o coordenador do curso de Engenharia de Produção, professor Felipe Freitas.

A coordenadora do curso de Ciência da Computação, professora Alessandra Natasha Baganha, considera que a conquista de alunos e egressos da instituição reflete os aprendizados obtidos dentro e fora da sala de aula. “Vê-los vencendo um desafio reconhecido como de maior premiação financeira que já tivemos no Estado, nos confirma que uma formação só acontece com excelência, se for ampliada em várias frentes de trabalho e representa muito do que o Cesupa se empenha para que os nossos alunos possam alcançar”, pontuou. O evento distribuiu mais de R$ 30 mil em premiação para as equipes participantes.

Texto: Gisele Nogami com revisão e Laura Quaresma
18 de novembro de 2021