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Alunos de Direito participam de júri simulado


26 de novembro de 2021


Estudantes atuam como equipe de defesa e de acusação do caso Elize Matsunaga. Foto: Divulgação do curso de Direito

Cerca de 70 alunos de duas turmas do 4º semestre do curso de Direito participaram do primeiro júri simulado, organizado pela disciplina de Direito Penal III, e encararam o desafio de atuarem na defesa, na acusação e como jurados no caso Elize Matsunaga. A simulação aconteceu nos dias 17, 19 e 22 de novembro e possibilitou aos estudantes, o desenvolvimento de habilidades argumentativas, além de cumprir outro importante papel, o de integrar os estudantes, já que muitas atividades presenciais foram adiadas ou adaptadas, em função da pandemia do covid-19. 

O caso Elize Matsunaga ocorreu em 2012, em que o presidente de uma conhecida empresa de alimentos foi assassinado por sua esposa. O caso voltou a aparecer na mídia em 2021, com a estreia do documentário “Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime”, em uma plataforma de streaming. “O objetivo de abordarmos um caso de tamanha repercussão é desenvolver, principalmente, a capacidade do aluno em elaborar estratégias e técnicas argumentativas e de oratória, utilizando o conhecimento teórico adquirido ao longo dos semestres”, explicou o professor responsável pela disciplina, Yuri Serra Teixeira.

A aluna Maria Clara Menezes atuou na equipe de promotoria e avalia que a experiência ajudou a compreender, na prática, o trabalho desempenhado por promotores e advogados, a produção de uma linha de acusação ou de defesa. “O júri simulado é um dos momentos mais aguardados para os estudantes do curso de Direito e foi uma experiência enriquecedora. A organização da atividade mostra que, em um caso concreto, vários conteúdos devem ser vistos. Por exemplo, o grupo do qual fiz parte, precisou retornar a assuntos deste e do 2º e 3º semestres, para formular a tese, conteúdos de Direito Constitucional e até conceitos de Psicologia e Medicina”, revelou.

Para o estudante Douglas Toscano, que integrou a equipe de defesa da ré, apesar do nervosismo e da dificuldade do caso, o júri simulado colaborou para que os alunos desenvolvessem e aprimorassem suas habilidades. “Estávamos muito nervosos, pois além de defendê-la, o que requer a busca de argumentos e bastante estudo de teorias do Direito Penal, havia o fato de que o caso já tinha encerrado e ela foi condenada. Mas, atividades como esta, podem nos levar além do que estamos acostumados, como descobrir talentos e repensar o nosso envolvimento com a matéria”, avaliou.

Texto: Gisele Nogami com revisão de Laura Quaresma
26 de novembro de 2021