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Jornada de Enfermagem aborda a atenção à mulher e ao recém-nascido


3 de dezembro de 2021


Estudantes participam de oficina sobre amamentação, durante a programação da XXIII Jornada de Enfermagem. Foto: Caroline Oliveira

Nos anos 2000, o Brasil foi um dos países que assumiu o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que tinha como uma das metas, a redução da mortalidade materna em 75%. Apesar dos avanços conquistados, o objetivo não foi alcançado e, em 2015, uma nova meta foi proposta: reduzir o índice para 30 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos, até 2030. Atenta a este cenário e à formação de futuros profissionais que atuarão no atendimento a mulheres grávidas e recém-nascidos, a Jornada Acadêmica de Enfermagem realizou um dia inteiro de palestras, oficinas e apresentações de trabalhos científicos voltados ao tema, na última quarta-feira (1º de dezembro).

A programação da 23ª edição da Jornada abordou assuntos como a violência obstétrica, o cenário das residências de Enfermagem em Obstetrícia e Pediatria, o autismo na infância e a reprodução assistida. “A Jornada é uma tradição e, por dois anos consecutivos não tivemos tal evento, que é um momento singular onde os discentes apresentam trabalhos científicos desenvolvidos ao longo do semestre em seus campos de prática, além de aperfeiçoarem seus conhecimentos com a presença de convidados renomados”, reforçou a coordenadora do curso de Enfermagem, professora Mariana Souza. Também foram apresentados 16 trabalhos científicos produzidos pelos acadêmicos, sob o formato de e-pôsters.

O evento contou ainda com duas oficinas voltadas ao público acadêmico, uma sobre a reanimação neonatal e outra, que abordou a amamentação do ponto de vista técnico. “O objetivo de uma oficina sobre a amamentação para a comunidade técnica é garantir que, desde a graduação, o aluno tenha o entendimento que o processo de amamentação, apesar de acharmos que é algo natural, em muitas situações, ele irá se deparar com uma mulher com diversas dificuldades para amamentar. Nesse contexto, enquanto profissional, ele tem que estar habilitado para poder ajudar e orientá-la com as devidas técnicas”, pontuou a professora do curso de Enfermagem, Lorena Saavedra. 

Para a aluna Ana Luiza Melo, do 6º semestre, a saúde da mulher e do recém-nascido é um tema muito vasto e atemporal, que precisa ser discutido em várias esferas, tanto do ponto de vista acadêmico quanto diretamente com as pacientes, no atendimento prestado pelas Unidades Básicas de Saúde. “A enfermagem obstétrica é um tema muito vasto, em que podemos abordar a atenção à mulher durante a gravidez e no nascimento do bebê, dos direitos que a gestante possui, que nem tínhamos conhecimento antes do evento, como o direito a um plano de parto (documento em que a gestante registra o que deseja da assistência médica e hospitalar, em relação ao seu trabalho de parto, parto e nos cuidados com o recém-nascido, no pós-parto imediato), definiu.

Texto: Gisele Nogami com revisão de Laura Quaresma
03 de dezembro de 2021