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Profissionais e estudantes participam de curso em Suporte Básico de Vida


6 de maio de 2022


Treinamento capacitou 12 pessoas a prestarem os primeiros atendimentos à vítimas em parada cardiorrespiratória. Foto: Divulgação da Pós-graduação

O Centro de Simulação Realística do Cesupa capacitou, no último sábado (30), mais 12 profissionais e estudantes dos cursos de Fisioterapia e Medicina em BLS (Suporte Básico de Vida ou Basic Life Support). Com o treinamento, os participantes tornam-se aptos ao reconhecimento de emergências cardiovasculares e a prestarem os primeiros atendimentos, até a chegada do suporte avançado de vida, aumentando as chances de sobrevida dos pacientes. As inscrições para as novas turmas de BLS estão abertas e as aulas devem acontecer nos dias 21/05 e 11/06, no campus João Paulo do Valle Mendes (Almirante Barroso).

O BLS é um curso com duração de 5 horas, guiado por vídeos, que asseguram que o conteúdo ministrado será o mesmo, em qualquer parte do mundo. Os ensinamentos também são, predominantemente práticos, ministrados por instrutores credenciados pela American Heart Association (AHA), que abordam temas como o Suporte Básico de Vida para adultos, crianças e lactantes; uso de desfibrilador externo automático (DEA); e, técnicas como dispositivos para ventilação, compressão torácica e desobstrução de engasgos.

“O curso pode ser feito, não somente por profissionais da área da saúde, mas, por qualquer pessoa que queira aprender Suporte Básico de Vida. O objetivo é termos indivíduos capacitados que possibilitem uma maior sobrevida dos pacientes, com ganho de tempo, até a chegada do suporte avançado, mantendo a circulação sanguínea por meio das compressões torácicas eficientes e a utilização correta do DEA”, explicou o coordenador de pós-graduação do Cesupa, professor Leonardo Costa.

Especialista em Ortopedia e Desportiva, o fisioterapeuta Charles Moreira participou do treinamento em BLS, como atividade de extensão da Pós-graduação em Terapia Intensiva Adulto que, atualmente, cursa no Cesupa. Para ele, o Suporte Básico de Vida ajudou a aprimorar o conhecimento e as técnicas que já tinha conhecimento e aplicava no hospital onde atua.

“Vejo que o BLS aperfeiçoou a conduta que eu já realizava no meu local de trabalho, além de incrementar em conhecimentos. Por exemplo, eu aprendi a usar o desfibrilador. Antes, eu também só sabia manejar pessoas adultas e, agora, sei manejar crianças e bebês. O curso otimizou o meu olhar, a minha visão sobre o modo de agir, diante dessas situações”, pontuou.

A instrutora do curso e fisioterapeuta, professora Rafaela Macêdo, avalia que o profissional que participa do curso agrega diferencial para o currículo e desenvolve habilidades e conhecimentos que podem salvar vidas ou reduzir as chances de sequelas. “O que ensinamos no curso pode ser aplicado em qualquer lugar, que tenha uma vítima em parada cardiorrespiratória, seja na rua, no trabalho ou até mesmo dentro de casa. Quem participa do curso consegue reconhecer uma parada, aprende as habilidades de ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade para vítimas de todas as idades, atuando de forma rápida, eficaz e confiante. Acredito que quanto mais pessoas souberem agir nesse tipo de situação, minimizamos as sequelas ou o óbito das vítimas e estamos valorizando a vida, propósito de todo profissional da saúde”, defendeu.

Texto: Gisele Nogami
06 de maio de 2022