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Curso de Fisioterapia debate a saúde do trabalhador e a atenção básica no I Colóquio de Extensão com Interação Comunitária


20 de junho de 2022


Atividade permite que os alunos sejam protagonistas do processo ensino-aprendizagem. Foto: Caroline Oliveira

Os alunos do 5º e do 7º períodos do curso de Fisioterapia apresentaram os resultados das atividades desenvolvidas durante o semestre, na Unidade Municipal de Saúde (UMS) do Jurunas e na Estratégia Saúde da Família (ESF) Paraíso Verde, no I Colóquio de Extensão com Interação Comunitária, na última sexta-feira, 17/06. Os trabalhos debateram e propuseram ações baseadas nos eixos temáticos da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, na ESF do Paraíso Verde, e Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança, na UMS do Jurunas, sob a orientação das professoras Rita Cotta e Geovanna Lopes, respectivamente. 

Desde o início de 2022, os estudantes passaram por várias etapas, até chegarem à exposição dos banners, que apresentaram o processo da problematização desenvolvido pelos alunos nesses locais, a partir da observação nos espaços de saúde, da definição do problema, do levantamento de literaturas, da proposição de estratégias e da sua aplicação, de modo que estejam alinhadas às políticas e diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Foi no acompanhamento do cotidiano dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) - profissionais que atuam na prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias - que a equipe da aluna Camila Ferreira, do 7º semestre de Fisioterapia, percebeu a importância do papel desempenhado por esses trabalhadores e a sobrecarga que muitos deles sentem. A partir desta observação,  o grupo desenvolveu e aplicou um questionário com 6 ACS, que confirmou que a rotina destes profissionais é exaustiva.

“A partir do resultado do questionário, pesquisamos em literaturas e buscamos algumas estratégias, até chegarmos na ginástica laboral, não somente com o objetivo de descontração, mas também, para que as ACS se sentissem parte da equipe, pois esse sentimento de desvalorização foi recorrente entre elas. Além de três dinâmicas, nós propusemos a elas uma roda de conversa e entregamos uma cartilha de orientação sobre a saúde mental”, explicou Camila.

As atividades extensionistas têm sido um compromisso institucional estimulados em todos os cursos de graduação. “As ações de intervenção sugeridas pelos estudantes, nos dois campos de atuação, fazem parte do processo de problematização, dentro do contexto do Sistema Único de Saúde. As atividades têm grande relevância, porque promovem o debate, não só entre a academia, mas pelo próprio serviço que está sendo estudado. Este é um momento rico para o processo ensino-aprendizagem dos alunos, porque eles se colocam como protagonistas de todo esse processo”, pontuou a professora Rita Cotta, uma das organizadoras do Colóquio.

Os trabalhos foram avaliados pelo coordenador da Política de Práticas Integrativas e Complementares da Secretaria Municipal de Saúde de Belém, Rafael Cabral; pela farmacêutica clínica responsável pelo Serviço de Farmácia Clínica e Práticas Integrativas da UMS Jurunas, Priscila Pinheiro; a ACS da ESF Paraíso Verde, Mirtes Alcantara; e pela residente do Programa de Atenção Básica do Cesupa, Gabriela Lopes. “Contarmos com a participação dos profissionais que atuam na UMS e na ESF, possibilita a reflexão de problemáticas que, até então, nem são observadas pelos profissionais porque estão no contexto do dia a dia”, concluiu Rita.

Texto: Gisele Nogami
20 de junho de 2022